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Marvão - O mundo mora todo neste lugar Marvão - O mundo mora todo neste lugar

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montalegrepostalAté terras de Barroso, no extremo norte, na pista de nomes mágicos e segredos de isolamento e sobrevivência: Pitões de Júnias, Tourém, Vilar de Perdizes... e no desfiladeiro - dito do Diabo - a Ponte da Misarela e os milagres da fecundidade...

São terras de serra dura donde a emigração leva braços e energias...
O futuro pode ser turismo, pode ser pecuária, pode ser fumeiro, mas será sempre GENTE e apostas da sua fixação.
Saímos em busca de rostos, de paisagens, de horizontes e de sabores.

Apetece-nos o presunto, o salpicão, a chouriça de carne ou de abóbora, a sangueira e a alheira . Haveremos de querer provar o cabrito da serra ou a vaca dos lameiros de Barroso, apenas com umas batatas e umas couves. E depois... um chá de ervas aromáticas.
Apetecem-nos as vistas das barragens, as bruxas encantadas, as danças de roda, as histórias à lareira, a queimada...
Com Espanha à vista e a Primavera por perto, em Montalegre!
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No extremo Norte, quase a escorregar para a Galiza... e sempre com história de idas e vindas, de amores e comércios transfronteiriços.

As rotas do contrabando foram caminhos de sobrevivência de comunidades e manancial de histórias e cantos...
As aldeias decidiam quem "ias às sortes" e punham a salvo, do outro lado, os não eram para cumprir o serviço militar.
Tempos em que as "chegas de bois" não eram espectáculo de turista ou emigrante em férias mas desafio de força e virilidade do boi comunitário. Que tinha direito aos melhores lameiros.
Depois vieram "as limousines" e outras raças bárbaras, foram-se os braços de trabalho... e agora não há quem tome conta do "boi do povo".

Permanecem paisagens e ambientes quase sem mácula e uns quantos "irredutíveis" nas suas aldeias. Da espécie de montalegre2axterix, mas sem poção mágica... Há outras mezinhas... mas apesar do esforço do druída, não conseguiram interromper o ciclo da desertificação.
Para ir para Chaves até há pouco o melhor caminho era para Espanha. Pela Galiza se continua a ir para Ponte da Barca ou Melgaço. A cidade importante mais próxima está em Salamanca, Chega-se mais facilmente a Ourense que a Braga. E, por boas estradas, está-se em Vigo num instante...

Se nos descuidássemos mais a norte, entrávamos Galiza adentro...!!!
Para Barroso, em busca de lugares mágicos, à procura de paisagens e histórias de sobrevivência (e fuga), nas rotas do contrabando, na esteira de uma chouriça, de um naco de barrosã ou de umas couves...
Com “Queimada de bruxa” e infusões de plantas várias, para rebater...

A "Ponte da Misarela" dos Quadrilha " como fundo sonoro para o desfiar de paisagens de rostos e de saberes antigos que marcaram a surtida a Montalegre.

O destaque é Paredes do Rio, mas serra, barrosãs e barragens estão lá. Não falta a gastronomia.

E há até o rasto de uma "Queimada de Bruxas" em Mourilhe. Imagem e edição de José Carlos Barradas.




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