
Portel... tinha de ser! Por afectividades, por recordações, por lembranças, por vidas... Comecei a ir a Portel há uns 20 anos. Ainda o Vidigal Amaro era Presidente da Câmara, o Norberto Patinho (actual edil) estava ligado ao Crédito Agrícola e liderava o Grupo Coral de Cantares Regionais de Portel, Alqueva era uma esperança adiada e junto ao Largo principal (afinal a estrada para Lisboa) funcionava um dos mais deslumbrantes centros de conversa e convívio que já conheci. Não recordo o nome... mas não esqueci a lareira imensa de ficar sentado a assar chouriços ou o que mais viesse para aquecer o Inverno. Depois a taberna deu em banco,

passaram anos, veio o Hotel Rural, veio a outra barragem (Portel já era banhada pela do Alvito)... Estava na hora de voltar a Portel!
Entre margens de
Alvito e
Alqueva...
Com sons de
filarmónica e modas dos
corais, trepar o
Castelo de Portel, voar horizontes do alto do
São Bartolomeu do Outeiro,
passear montes e aldeias, provar os enchidos, os queijos,
o vinho, o azeite e o mel.
Uma dezena e meia de profissionais da comunicação social fez-se à estrada até ao Alentejo, até Portel.
Ao longo do fim-de-semana eles percorreram as freguesias daquele concelho, contactaram aspectos diversos da sua vivência, observaram realidades, ouviram falar de projectos... Com tempo para visitar uma unidade apícola, uma queijaria ou uma pequena fábrica de enchidos.
Num concelho que albergava já uma parte da albufeira da barragem do Alvito, os jornalistas navegaram o mais novo e imenso lago: da Amieira até Alqueva. Aí visitaram a nova central hidroelectrica, aí almoçaram no sábado.

O vinho, essa outra riqueza de Alentejo, não foi esquecido e a sua celebração foi marcada por uma visita à Herdade do Meio, nos arredores da sede do concelho.
As boas vindas tinham ficado a cargo do Grupo Coral de Cantares Regionais de Portel durante o jantar inaugural, na noite de sexta-feira, no "Refúgio da Vila".