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Ferrugens do cafeeiro investigadas em Portugal

Portugal tem o único centro de Investigação das Ferrugens do Cafeeiro. Criado em 1955, em Oeiras, o centro guarda estirpes variadas de cafeeiros de todo o mundo. O objectivo é criar resistência a uma fitopatologia que ataca a planta do café: a ferrugem amarela.

Sara Pelicano | terça-feira, 29 de Setembro de 2009

As plantações de cafeeiro são inexistentes em Portugal. Contudo é por terras lusas que se protege a planta do cafeeiro das ferrugens que a podem atacar. O Centro de Investigação das Ferrugens do Cafeeiro (CIFC), do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT) é um dos núcleos, a nível mundial, que se dedica à investigação das ferrugens amarelas, um fungo que ataca os cafeeiros em muitos dos países plantadores. A doença caracteriza-se pelo aparecimento de um pó amarelo, de cor semelhante à ferrugem, nas folhas da planta do café. Portugal é o local ideal para encontrar estirpes resistentes ao fungo. Não se plantando cafeeiro, não decorre o perigo de contaminações.

Em 1955, em Oeiras, nasce o CIFC, começando a reunir estirpes de cafeeiro provenientes de todo o mundo. As primeiras foram recolhidas pelo investigador português Branquinho D’Oliveira. O agrónomo, depois de uma passagem por países produtores de café, decidiu investigar formas de combater a ferrugem desta planta. Também na década de 50, no firme propósito de encontrar uma solução para esta fitopatologia, doença das plantas, um grupo de investigadores saiu dos Estados Unidos da América para percorrer o mundo. «Não sabemos como os investigadores norte-americanos passaram por Portugal e tiveram conhecimento do CIFC. Mas estiveram aqui e ficaram entusiasmados com o trabalho que o centro fazia. Começaram então a enviar estirpes dos cafeeiros de todos os países por onde iam passando», explica Vítor Várzea, da cooperação internacional do CIFC.

O centro é uma instituição pública, sob a alçada do Ministério da Ciência e Tecnologia, que trabalha em cooperação com os países produtores de café. «Nós damos apoio a instituições que querem desenvolver programas de melhoramento genético com o objectivo de criar estirpes resistentes a esta doença. Damos apoio a essas instituições que por sua vez lançam o cafeeiro ao produtor», comenta o mesmo responsável. Os técnicos do CIFC deslocam-se muitas vezes ao terreno, mas também recebem em Oeiras, distrito de Lisboa, especialistas estrangeiros para darem formação», diz Vítor Várzea.

O CIFC emprega actualmente 20 pessoas que, além de investigarem a ferrugem amarela do cafeeiro, dedicam o seu trabalho a doença, a atracnose dos frutos. Esta também ataca a planta do café. «A atracnose dos frutos provoca a queda do fruto», afirma o agrónomo.

  
Comentários Comentários (1)
quarta-feira, 30 de Setembro de 2009 | antonio saias
estagiei por aqui há mais de 40 anos. com, entre outros, o especialista de craveira mundial e antifascita reconhecido Pro. Branquinho de Oliveira. E esposa. Tantos anos, caramba
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